CSIA – Aula 1 – Introdução e o Framework de Execução de Estratégia

Há 2 semanas fiz minha primeira aula do curso de Gestão Avançada de Projetos. Minha meta é fazer um “post” para cada aula, assim cumpro com dois propósitos:

  • dividir o conhecimento com os leitores e eventualmente trocar experiências sobre o assunto;
  • reter o conteúdo das aulas (seguindo o principio da pirâmide de aprendizado).

Resolvi começar o curso pelo módulo “Convertendo Estratégia em Ação (CSIA)“. A escolha deve-se por ser umas das matéria obrigatórias do curso e por refletir o meu atual momento profissional onde o nosso grupo tem que fazer escolhas para melhor otimizar recursos e demandas.
O ponto principal deste módulo é entender a importância de se ter estratégias e projetos alinhados para o sucesso de ambos.

Aula 1 – Introdução e O Framework de Execução de Estratégia (SEF – Strategic Execution Framework)
Professor: Mark Morgan

A aula começou com uma simples dinâmica de grupo que ao final conscientiza a turma alguns pontos importantes para a conduzir um projeto:
  • Todos devem conhecer o seus objetivos e a qual estratégia. Comunique-os.;
  • Não se deve assumir que os outros saibam o que você quer;
  • Esclareça os papéis e as responsabilidades (se não souber, perguntê-os?);
  • Não dependa da comunicação por e-mail;
  • Use métricas que tenha sentido;
  • Mantenha pessoas informadas.

A aula do Mark Morgan centrou-se em apresentar o Framework de Execução de Estratégia (SEF – Strategic Execution Framework). O modelo foi desenvolvido pela consultoria americana IPS em parceria com a Universidade de Stanford.

O antigo modelo de gestão de projetos comumente conhecido, centrado em três pilares (escopo, prazo e custo) agora passa a considerar outras variáveis para garantir o sucesso. Trata-se de uma mudança de pensamento (de ““Get it done!” para “Get the right results!”). Um projeto errado concluído pode ser tão desastroso que um projeto inacabado.

Mark Morgan também mostra que quem define a Estratégia tem que estar próximo e alinhado com quem gere os Projetos, Programas e Portfólios da empresa. Decisões sobre quais projetos se devem investir recursos acontecem toda hora, quer quem define a estratégia queira ou não.
Itens como cultura, estrutura, propósito devem estar coerentes com a estratégia da empresa. Dentre os exemplos, ele cita a fundação Mozilla, que além de seus poucos funcionários, conta com mais de 10000 voluntários em torno do propósito de teruma internet aberta. Será que a fundação Mozilla teria este exército de colaboradores se fosse voltada para o lucro? Ou a IBM, será que ela se diferenciaria no mercado sem ter que transformar sua cultura e estrutura para atuar como uma consultoria e não mais como uma fabricante de computadores (um “commodity”)?

Referência:

Gerente de Projetos, Prós e Contras

Tenho um colega de trabalho, que assim como eu, adora livros de gestão. Ele tem uma pequena biblioteca em sua mesa de trabalho e neste fim de semana, resolvi pedir um dos títulos emprestados: o “Project Management” do autor Gary R Heerkens. 
É um livro, como o próprio nome já diz, sobre gestão de projetos. O diferencial é que o autor explica como gerenciar um projeto através da história de um personagem. Ele mostra os desafios encontrados por um recém nomeado gerente de projetos. Lembra-me um pouco do livro o Segredo de Luiza, que a apresenta o que é empreendedorismo através da jornada da personagem Luiza na criação de um negócio.
Ainda estou no início, mas um parágrafo que me chamou a atenção é onde ele explica os prós e contras de ser nomeado gerente de projeto.


Prós:

  • pode ser um passo para uma promoção;
  • dá uma sensação de dever cumprido;
  • não há rotina;
  • dá certa liberdade/ autonomia;
  • uma oportunidade de criar mudanças em uma organização.
Contras:

  • requer tolerância a politicagem;
  • requer tolerância a ambigüidade e incerteza;
  • há muita responsabilidade, mas pouca autoridade sobre as pessoas;
  • sentir-se distante do lado técnico;
  • você pode ser percebido como alguém que não tem um trabalho sério na empresa.

Dicas de livros e empreendedorismo no Man in the Arena

logo do man in the arena

A principal vantagem dos videoscasts são o fato de você assistir ao que você gosta, quando e onde quiser. Na maior parte das vezes, trata-se de um conteúdo tão segmentado que raramente encontraria espaço na programação da TV. Assistir ou ouvir videocast é uma experiencia interessaste que pode ser feita em frente ao computador enquanto se realiza uma atividade ou, mais recentemente, em frente ao aparelho de TV, com o advento dos aparelhos com acesso a internet.

Há aproximadamente um ano venho acompanhando o podcast criado por dois empreendedores, Leo Kuba e Miguel da Rocha Cavalcanti. O Man in the Arena, como foi batizado a inciativa destes rapazes, trata de tema como empreendedorismo, livros e cultura digital. Entre vida a pessoal e a profissional, os dois encontraram uma janela em suas agendas para tocar o projeto. O mais difícil, julgo eu, é o fato da dupla conseguir manter a periodicidade, o que para mim, já é louvável. Apesar de não conhecê-los pessoalmente, dupla é muito acessível através das mídias sociais, o que de certa forma, ajuda criar um público cativo. Aí eu me incluo nesta. O MIA já está no número #14, mas eu recomendaria assisti-lo desde o episódio inicial. Se após o primeiro programa, você sentir vontade de ver o seguinte, com certeza você fará parte da audiência do MIA.

Vá em frente.

Em poucas palavras, eu definiria este videocast como aquelas conversas de corredor de faculdade sobre temas interessante e que muitas vezes, não se tem tempo de fazê-las no universo corporativo.

Acompanhe o Man in the Arena no Facebook ;

Assita ao Man in the Arena no YouTube

Dicas de livros e empreendedorismo no Man in the Arena

logo do man in the arena

A principal vantagem dos videoscasts são o fato de você assistir ao que você gosta, quando e onde quiser. Na maior parte das vezes, trata-se de um conteúdo tão segmentado que raramente encontraria espaço na programação da TV. Assistir ou ouvir videocast é uma experiencia interessaste que pode ser feita em frente ao computador enquanto se realiza uma atividade ou, mais recentemente, em frente ao aparelho de TV, com o advento dos aparelhos com acesso a internet.

Há aproximadamente um ano venho acompanhando o podcast criado por dois empreendedores, Leo Kuba e Miguel da Rocha Cavalcanti. O Man in the Arena, como foi batizado a inciativa destes rapazes, trata de tema como empreendedorismo, livros e cultura digital. Entre vida a pessoal e a profissional, os dois encontraram uma janela em suas agendas para tocar o projeto. O mais difícil, julgo eu, é o fato da dupla conseguir manter a periodicidade, o que para mim, já é louvável. Apesar de não conhecê-los pessoalmente, dupla é muito acessível através das mídias sociais, o que de certa forma, ajuda criar um público cativo. Aí eu me incluo nesta. O MIA já está no número #14, mas eu recomendaria assisti-lo desde o episódio inicial. Se após o primeiro programa, você sentir vontade de ver o seguinte, com certeza você fará parte da audiência do MIA.

Vá em frente.

Em poucas palavras, eu definiria este videocast como aquelas conversas de corredor de faculdade sobre temas interessante e que muitas vezes, não se tem tempo de fazê-las no universo corporativo.

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Daniel Pink falando sobre o que realmente motiva os profissionais

Como vocês podem ver, gosto muito do tópico motivação. Um dos autores que descobri recentemente é o Daniel Pink. Ele é o autor de “Drive: The Surprising Truth About What Motivates Us” que em português chama-se “Motivação 3.0, Os Novos Fatores Motivacionais que buscam tanto a realização pessoal quanto profissional”.
Em entrevista a rede CBS, ele resumiu o que motiva as pessoas. Uma vez que remuneração esteja fora da mesa de negociações, há 3 fatores que influenciam a motivação de uma pessoa.
Autonomia (Liberdade para direcionar nosso trabalho);
Domínio. A sensação de que estamos melhorando em algo que importa (Por isso creio que o feedback para seja é importante para pessoas. Por que será que vídeogame nos engajam);
Propósito (Sensação de que fazermos parte de algo maior que nós mesmos. Sensação de que o nosso trabalho faz parte de algo grande, importante e nobre)

Daniel Pink: What Really Motivates Workers (Video – 8min)
http://moneywatch.bnet.com/career-advice/video/daniel-pink-what-really-motivates-workers/386642/

Daniel Pink falando sobre o que realmente motiva os profissionais

Como vocês podem ver, gosto muito do tópico motivação. Um dos autores que descobri recentemente é o Daniel Pink. Ele é o autor de “Drive: The Surprising Truth About What Motivates Us” que em português chama-se “Motivação 3.0, Os Novos Fatores Motivacionais que buscam tanto a realização pessoal quanto profissional”.
Em entrevista a rede CBS, ele resumiu o que motiva as pessoas. Uma vez que remuneração esteja fora da mesa de negociações, há 3 fatores que influenciam a motivação de uma pessoa.
Autonomia (Liberdade para direcionar nosso trabalho);
Domínio. A sensação de que estamos melhorando em algo que importa (Por isso creio que o feedback para seja é importante para pessoas. Por que será que vídeogame nos engajam);
Propósito (Sensação de que fazermos parte de algo maior que nós mesmos. Sensação de que o nosso trabalho faz parte de algo grande, importante e nobre)

Daniel Pink: What Really Motivates Workers (Video – 8min)
http://moneywatch.bnet.com/career-advice/video/daniel-pink-what-really-motivates-workers/386642/

Liderança Tribal. Sua tribo quer mudar o mundo?


TED Conference

Dave Logan é um dos autores do livro, “Tribal Leadership – Leveraging Natural Groups to Build a Thriving Organization” cujo nome foi traduzido para “O Executivo e sua Tribo – Lidere sua Tribo Corporativa e Maximize a Produtividade e o Lucro da Empresa”.

Despertei meu interesse pelo livro depois de saber que a ZAPPOS, empresa americana de venda eletrônica, distribui gratuitamente a versão “audiobook” em seu site.
Segundo o autor, desde os primórdios da humanidade, nós vivemos em tribos. Hoje, nas empresas, isto não é diferente. São grupos que variam de 20 a 150 pessoas. Tais grupos, segundo Logan, têm mais poder do que seus líderes.

O entendimento dessas tribos influenciam a forma de liderar. Enquanto que para alguns, liderar é uma tarefa que acontece com muita facilidade, para outros, por mais que se dediquem, por mais que sigam as regras, por mais que pareçam fazer a coisa certa, liderar parece algo difícil e não gera bons resultados. Por que isto acontece? A questão pode não ser necessariamente o líder, e sim a tribo onde ele está inserido.

Para os autores, é preciso saber se relacionar com as tribos e ajudá-las a avançar para o próximo estágio. Para entendê-los, os autores classificaram 5 tipos diferentes:

  1. “os hostis”
  2. “os desmotivados”
  3. “auto centrados”
  4. “colaborativos”
  5. “desbravadores”

Tabela - Tribos

O primeiro estágio, “os hostis”, são aqueles que consideram que “a vida é uma droga”. Geralmente este perfil é encontrado em gangues e em prisões. Eles, em sua maioria, não têm respeito pela vida e pela sociedade.

O segundo estágio, “os desmotivados”, encaram a vida através de uma perspectiva um pouco diferente da primeira. Para eles, “a vida, especificamente a deles, é uma droga”. É comum identificar este perfil quando se escuta pessoas reclamando:
“o dia está ruim porque eu estou com calor”, ou
“o dia está ruim porque eu estou frio”.
“estou cansado porque eu tenho muito trabalho”, ou
“estou cansado porque eu tenho pouco trabalho”.
Sempre há como justificar e anunciar o porquê de sua insatisfação pessoal. Um grupo assim, segundo Logan, trabalha o suficiente para não ser demitido. Acaba não enxergando oportunidade ou ameaças ao negócio justamente por entregarem somente o básico à empresa. Uma empresa desmotivada dificilmente vai para frente.

O terceiro grupo, “autocentrados”, é o mais comum no mundo corporativo. Eles são motivados e, muitas vezes, bem sucedidas. Os autocentrados tem o senso de equipe equivocado. As pessoas são úteis enquanto servirem ao seus propósitos. Constantemente tenta tornar quem está ao redor uma réplica delas mesmas. São pessoas que gostam de falar sobre elas mesmas, mas não escutam o próximo. Julgam fazer o melhor trabalho do mundo e acreditam que os demais não colaboram com ela. Apesar do sucesso profissional, isto as deixam extremamente insatisfeitas. Em uma conversa entre duas pessoas com este perfil, há uma mudança constante de tópicos, uma vez que cada um quer superar o outro.
Aí eu paro e pergunto meu caro leitor, você conhece alguém que seja assim? É fácil não é. Basta olhar ao redor, certo?
Pare e pense mais um pouco. E você? Já parou para pensar como você atua? Será que você é mesmo o “the choosen one”? Quantos de nós pensamos que somos os heróis do dia? Quantos de nós nos julgamos insubstituíveis?

O quarto grupo, os “colaborativos”, difere-se do terceiro por deixar a postura individualista de lado e acreditar no poder do grupo. É a partir desde estágio que os grandes avanços começam acontecer. O grupo começa a partilhar valores e estes valores os mantém unidos. Cooperação e objetivos comuns guiam a tribo. O sucesso dos indivíduos dependem do sucesso do grupo. Porém, ainda há o senso de competição com quem não faz parte da panela. O lema aqui é “Nós somos bons, vocês não”.

Já as empresas no estágio cinco encaram o mundo como maravilhoso. São cooperativos e unidos por um proposito como mudar o mundo. É o caso da empresa farmacêutica que quando perguntada sobre quem é seu maior concorrente, o funcionário afirma ser o câncer. São empresas que querem deixar sua marca na humanidade. Transcendem seus mercados de atuação. São as empresas neste estágio que criam as maiores inovações de qualquer industria.

O papel do líder (formal ou informal) ajudar as diversas tribos, gradualmente, a avançar de estágio. Olhe ao seu redor, em que estágio você está? E as pessoas ao seu redor? Pergunte qual é a sua paixão? Qual é a paixão do seu grupo?O que move as pessoas? Será que há algo comum entre vocês? Será que o que move você precisa de um upgrade? Você não está sozinho e, em tempos de colaboração, esta jornada que deve ser feita em grupo.


Authors@Google


Book Brief -Bnet.com

Veja também:
Do You Want To Be Donald Trump Or Steve Jobs? – The John King Interview
http://mixergy.com/tribal-leadership/