Steve Jobs, o papel de uma cultura forte ao criar uma empresa

Após deixar a Apple em 1985, Steve Jobs e alguns ex-funcionários focaram seus esforços na criação da NeXT, uma empresa de tecnologia focada no mercado educacional.
O vídeo acima faz parte do documentário “Entrepreneurs”, lançado em 1986 e que conta a história de várias empresas, dentre elas a NeXT, a Lotus e a FedEx. O trecho acima mostra dois pontos importantes considerados por Jobs e sua equipe para fundar a nova empresa:

1 – Cultura: 
Qual é o propósito? Qual é a missão da empresa?

2 – Viabilidade econômica:
Como fazer para entregar o produto aos clientes e garantir fluxo caixa e mercado para nova “startup”?

 Abaixo, alguns pontos ressaltados por Jobs que resumem a importância que ele dava a cultura organizacional:

“(…) Mais importante do que fazer um produto, é arquitetar uma empresa. O resultado final é  muito mais grandioso que a soma das partes. (…)”

“(…) A Apple é grandiosa porque nos primeiros dias de vida, ela foi construída a partir do coração (…) as pessoas, quando compram nossos produtos, tem que sentir que estamos fazendo isto por paixão.”


É a causa, o propósito, antes do lucro. Porém o vídeo deixa claro que para a empresa sobreviver, ela tem que focar em prazos, custos e principalmente no consumidor.

A NeXT foi adquirida na Apple em 1996 e seu software serviu de base para um novo sistema operacional. Com a aquisição, Steve Jobs voltou para Apple, a empresa que ele ajudou a fundar, levando toda a experiência adquirida em uma década longe da empresa.

Desde ponto em diante, todos, certamente conhecem a história.

Advertisements

CSIA – Aula 1 – Introdução e o Framework de Execução de Estratégia

Há 2 semanas fiz minha primeira aula do curso de Gestão Avançada de Projetos. Minha meta é fazer um “post” para cada aula, assim cumpro com dois propósitos:

  • dividir o conhecimento com os leitores e eventualmente trocar experiências sobre o assunto;
  • reter o conteúdo das aulas (seguindo o principio da pirâmide de aprendizado).

Resolvi começar o curso pelo módulo “Convertendo Estratégia em Ação (CSIA)“. A escolha deve-se por ser umas das matéria obrigatórias do curso e por refletir o meu atual momento profissional onde o nosso grupo tem que fazer escolhas para melhor otimizar recursos e demandas.
O ponto principal deste módulo é entender a importância de se ter estratégias e projetos alinhados para o sucesso de ambos.

Aula 1 – Introdução e O Framework de Execução de Estratégia (SEF – Strategic Execution Framework)
Professor: Mark Morgan

A aula começou com uma simples dinâmica de grupo que ao final conscientiza a turma alguns pontos importantes para a conduzir um projeto:
  • Todos devem conhecer o seus objetivos e a qual estratégia. Comunique-os.;
  • Não se deve assumir que os outros saibam o que você quer;
  • Esclareça os papéis e as responsabilidades (se não souber, perguntê-os?);
  • Não dependa da comunicação por e-mail;
  • Use métricas que tenha sentido;
  • Mantenha pessoas informadas.

A aula do Mark Morgan centrou-se em apresentar o Framework de Execução de Estratégia (SEF – Strategic Execution Framework). O modelo foi desenvolvido pela consultoria americana IPS em parceria com a Universidade de Stanford.

O antigo modelo de gestão de projetos comumente conhecido, centrado em três pilares (escopo, prazo e custo) agora passa a considerar outras variáveis para garantir o sucesso. Trata-se de uma mudança de pensamento (de ““Get it done!” para “Get the right results!”). Um projeto errado concluído pode ser tão desastroso que um projeto inacabado.

Mark Morgan também mostra que quem define a Estratégia tem que estar próximo e alinhado com quem gere os Projetos, Programas e Portfólios da empresa. Decisões sobre quais projetos se devem investir recursos acontecem toda hora, quer quem define a estratégia queira ou não.
Itens como cultura, estrutura, propósito devem estar coerentes com a estratégia da empresa. Dentre os exemplos, ele cita a fundação Mozilla, que além de seus poucos funcionários, conta com mais de 10000 voluntários em torno do propósito de teruma internet aberta. Será que a fundação Mozilla teria este exército de colaboradores se fosse voltada para o lucro? Ou a IBM, será que ela se diferenciaria no mercado sem ter que transformar sua cultura e estrutura para atuar como uma consultoria e não mais como uma fabricante de computadores (um “commodity”)?

Referência:

Estudando Gestão de Projetos em Stanford

Há alguns anos, eu seriamente considerava fazer um curso MBA no exterior. Mais recentemente, eu passei considerar outras opções no país. Apesar de eu não estar cursando um MBA no momento, eu recentemente optei por um curso que há tempos me atraia: Gestão Avançada de Projetos pela Universidade de Stanford.

O que é:

Trata-se de uma certificação data pela universidade aos alunos que cursam no mínimo 6 das inúmeras matérias relacionadas a gestão de projetos oferecidas pela universidade. Três matérias são obrigatórias e as demais eletivas. A principal vantagem é que o curso pode ser feito on-line ou na própria universidade.

O propósito do curso é oferecer ao aluno conhecimento completar a disciplinas tradicionais de gestão de projetos (gestão do tempo, recursos e escopo). O curso vai fundo em matérias como estratégia, liderança, design thinking, cultura, mudanças, etc.

Com um bom planeamento e optando pelo curso online, o custo do curso sai bem em conta e o valor por matéria pode ser diluído a longo dos meses. Cada matéria fica disponível para o aluno durante o período de 90 dias.

Estou gostando da experiencia e engana-se quem pensa que aulas online não são uma boa opção. Através deste formato, consigo parar e assistir novamente a aula quantas vezes eu quiser. Em caso de duvida, eu tenho acesso via e-mail aos professores durante o período do curso. Além disso, há bastante leituras complementares.

Para quem quiser saber mais:

Matéria Época (Jan/2012) – Conteúdo com Grife
Folder do Curso – Stanford Advanced Project Management

Podcast com o presidente do Great Place to Work no Brasil

logotipo do Instituto Great place to Work
O Great Place to Work é uma consultoria presente em diversos países do mundo. Desde 1980, ela foca em entender o que faz um ótimo local de trabalho. Anualmente, junto com a Revista Época, a GPW Brasil reconhece quais são as empresas destaque em motivação de seus funcionários.

O podcast é uma entrevista com José Tolovi Jr. que aconteceu em 2008, mas continua bem atual para quem se preocupa com clima organizacional.

> http://www.podbr.com/2008/09/01/jose-tolovi-jr-great-place-to-work-brasil/

Segue os pontos que gostaria de destacar da entrevista:

  1. Cuidar bem de pessoas passou a ser fator estratégico.
  2. Geralmente as empresas bem ranqueadas no GTW, são as que também ganham prêmios em Responsabilidade Social;
  3. Qualquer empresa, de qualquer setor, de qualquer tamanhão, de qualquer grupo de pessoas, pode ser eleita como um bom local para se trabalhar. Há a constante desculpa de que em alguns tipos de empresas e/ou funcionários tornariam o desafio mais fácil, o que, na opinião de Tolovi, é uma mera desculpa para não levar o tópico a sério;
  4. Há três elementos chaves nas melhores empresas para se trabalhar em qualquer lugar do mundo:
    4.1. Confiança (relação entre líder e liderado);
    4.2. Orgulho (como a pessoa se relaciona com o próprio trabalho e como ela vê a própria empresa);
    4.3. Camaradagem (ambiente de colaboração entre as pessoas e a não existência dos famosos “feudos”)
    .
  5. Dentre os três, o ambiente de Confiança é o primordial. A relação entre chefe e subordinado é o mandatório para existir um ótimo local de trabalho. A GTW divide este tópico em três partes:
    5.1. a credibilidade do chefe perante o funcionário (tenho confiança no meu chefe? Ele cumpre o que diz?);
    5.2. o respeito de como o funcionário se sente tratado pelo chefe (meu chefe me ouve? Sou apenas mais um número);
    5.3. a imparcialidade (como são feitas as promoções? Meu salário é justo? As regras são justas?).
  6. Algumas empresas como o Mcdonalds chamam a atenção pelo alto turnover. Segundo Tolovi, isto acontece devido ao perfil da empresa. A escola da rede é contratar quem esta está estudando. Ela entende que o Mcdonalds é o primeiro emprego e que poucos, após um período de um ano, poderão ser promovidos.
    Mesmo assim o Mcdonalds entende que a saída destes profissionais (estudantes) pode representar uma chance melhor fora da rede.
  7. Nas melhores empresas, há mais mulheres ocupando posições gerenciais. A tendência é a igualdade de gêneros.
  8. Curiosidade: O instituto nasceu a partir de um livro escrito sobre o tema. O escritório do GPW no Brasil é o primeiro fora do EUA. Em 1997, a lista passa a ser publicada anualmente em revistas no Brasil e em 1998 nos EUA.
  9. A missão do GPW é melhorar a sociedade partir dos ambientes das empresas.

Para quem quiser conhecer o trabalho da GPW, recomendo ficar atento na publicação anual da lista na revista Época. Vale a pena ter um exemplar.

Podcast com o presidente do Great Place to Work no Brasil

logotipo do Instituto Great place to Work
O Great Place to Work é uma consultoria presente em diversos países do mundo. Desde 1980, ela foca em entender o que faz um ótimo local de trabalho. Anualmente, junto com a Revista Época, a GPW Brasil reconhece quais são as empresas destaque em motivação de seus funcionários.

O podcast é uma entrevista com José Tolovi Jr. que aconteceu em 2008, mas continua bem atual para quem se preocupa com clima organizacional.

> http://www.podbr.com/2008/09/01/jose-tolovi-jr-great-place-to-work-brasil/

Segue os pontos que gostaria de destacar da entrevista:

  1. Cuidar bem de pessoas passou a ser fator estratégico.
  2. Geralmente as empresas bem ranqueadas no GTW, são as que também ganham prêmios em Responsabilidade Social;
  3. Qualquer empresa, de qualquer setor, de qualquer tamanhão, de qualquer grupo de pessoas, pode ser eleita como um bom local para se trabalhar. Há a constante desculpa de que em alguns tipos de empresas e/ou funcionários tornariam o desafio mais fácil, o que, na opinião de Tolovi, é uma mera desculpa para não levar o tópico a sério;
  4. Há três elementos chaves nas melhores empresas para se trabalhar em qualquer lugar do mundo:
    4.1. Confiança (relação entre líder e liderado);
    4.2. Orgulho (como a pessoa se relaciona com o próprio trabalho e como ela vê a própria empresa);
    4.3. Camaradagem (ambiente de colaboração entre as pessoas e a não existência dos famosos “feudos”)
    .
  5. Dentre os três, o ambiente de Confiança é o primordial. A relação entre chefe e subordinado é o mandatório para existir um ótimo local de trabalho. A GTW divide este tópico em três partes:
    5.1. a credibilidade do chefe perante o funcionário (tenho confiança no meu chefe? Ele cumpre o que diz?);
    5.2. o respeito de como o funcionário se sente tratado pelo chefe (meu chefe me ouve? Sou apenas mais um número);
    5.3. a imparcialidade (como são feitas as promoções? Meu salário é justo? As regras são justas?).
  6. Algumas empresas como o Mcdonalds chamam a atenção pelo alto turnover. Segundo Tolovi, isto acontece devido ao perfil da empresa. A escola da rede é contratar quem esta está estudando. Ela entende que o Mcdonalds é o primeiro emprego e que poucos, após um período de um ano, poderão ser promovidos.
    Mesmo assim o Mcdonalds entende que a saída destes profissionais (estudantes) pode representar uma chance melhor fora da rede.
  7. Nas melhores empresas, há mais mulheres ocupando posições gerenciais. A tendência é a igualdade de gêneros.
  8. Curiosidade: O instituto nasceu a partir de um livro escrito sobre o tema. O escritório do GPW no Brasil é o primeiro fora do EUA. Em 1997, a lista passa a ser publicada anualmente em revistas no Brasil e em 1998 nos EUA.
  9. A missão do GPW é melhorar a sociedade partir dos ambientes das empresas.

Para quem quiser conhecer o trabalho da GPW, recomendo ficar atento na publicação anual da lista na revista Época. Vale a pena ter um exemplar.

Meng Tan, do Google, fala sobre a importância da Compaixão no local de trabalho.

Compaixão traz felicidade, segundo Chade-Meng Tan, o responsavél por cultivar a cultura da compaixão dentro do Google. Meng Tan também é conhecido como the Google “Jolly Good Fellow”.
Como propósito de vida, Meng Tan quer espalhar a paz mundial. Ele acredita que a compaixão pode se espalha mais facilmente quando ela for praticada de forma mais prazeroza e, por que não, lucrativa.

Segunde ele, a compaixão pode ser dividida em três partes:
1 – Afeto – “Eu sinto por você”;
2 – Cognição – “Eu entendo você”;
3 – Motivação – “Eu quero ajudar você”.

Com base nos elementos que fazem parte do sentimento de compaixão, Meng Tan faz um paralelo com o conceito de liderança do Jim Collins.
Segundo Collins, o líderes extraordnários são humildes ( parte 1 e 2)  e ambicionam em fazer o bem (parte 3). Como eles querem fazer o bem em primeiro lugar, eles não são egocentricos e portanto, ótimos líderes, .

E é promovendo a compaixão entre os funcionários que o Google quer formar líderes. Além disso, tal atidude inspira os colaboradores.

Como você pode promover o bem? Como a sua empresa está servindo a comunidades?
Qual é a sua autonomia em criar iniciativas que promovam a compaixão entre seus colegas de trabalho?

Veja o vídeo:

Meng Tan, do Google, fala sobre a importância da Compaixão no local de trabalho.


Compaixão traz felicidade, segundo Chade-Meng Tan, o responsavél por cultivar a cultura da compaixão dentro do Google. Meng Tan também é conhecido como the Google “Jolly Good Fellow”.
Como propósito de vida, Meng Tan quer espalhar a paz mundial. Ele acredita que a compaixão pode se espalha mais facilmente quando ela for praticada de forma mais prazeroza e, por que não, lucrativa.

Segunde ele, a compaixão pode ser dividida em três partes:
1 – Afeto – “Eu sinto por você”;
2 – Cognição – “Eu entendo você”;
3 – Motivação – “Eu quero ajudar você”.

Com base nos elementos que fazem parte do sentimento de compaixão, Meng Tan faz um paralelo com o conceito de liderança do Jim Collins.
Segundo Collins, o líderes extraordnários são humildes ( parte 1 e 2)  e ambicionam em fazer o bem (parte 3). Como eles querem fazer o bem em primeiro lugar, eles não são egocentricos e portanto, ótimos líderes, .

E é promovendo a compaixão entre os funcionários que o Google quer formar líderes. Além disso, tal atidude inspira os colaboradores.

Como você pode promover o bem? Como a sua empresa está servindo a comunidades?
Qual é a sua autonomia em criar iniciativas que promovam a compaixão entre seus colegas de trabalho?