Dicas de livros e empreendedorismo no Man in the Arena

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A principal vantagem dos videoscasts são o fato de você assistir ao que você gosta, quando e onde quiser. Na maior parte das vezes, trata-se de um conteúdo tão segmentado que raramente encontraria espaço na programação da TV. Assistir ou ouvir videocast é uma experiencia interessaste que pode ser feita em frente ao computador enquanto se realiza uma atividade ou, mais recentemente, em frente ao aparelho de TV, com o advento dos aparelhos com acesso a internet.

Há aproximadamente um ano venho acompanhando o podcast criado por dois empreendedores, Leo Kuba e Miguel da Rocha Cavalcanti. O Man in the Arena, como foi batizado a inciativa destes rapazes, trata de tema como empreendedorismo, livros e cultura digital. Entre vida a pessoal e a profissional, os dois encontraram uma janela em suas agendas para tocar o projeto. O mais difícil, julgo eu, é o fato da dupla conseguir manter a periodicidade, o que para mim, já é louvável. Apesar de não conhecê-los pessoalmente, dupla é muito acessível através das mídias sociais, o que de certa forma, ajuda criar um público cativo. Aí eu me incluo nesta. O MIA já está no número #14, mas eu recomendaria assisti-lo desde o episódio inicial. Se após o primeiro programa, você sentir vontade de ver o seguinte, com certeza você fará parte da audiência do MIA.

Vá em frente.

Em poucas palavras, eu definiria este videocast como aquelas conversas de corredor de faculdade sobre temas interessante e que muitas vezes, não se tem tempo de fazê-las no universo corporativo.

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Daniel Pink falando sobre o que realmente motiva os profissionais

Como vocês podem ver, gosto muito do tópico motivação. Um dos autores que descobri recentemente é o Daniel Pink. Ele é o autor de “Drive: The Surprising Truth About What Motivates Us” que em português chama-se “Motivação 3.0, Os Novos Fatores Motivacionais que buscam tanto a realização pessoal quanto profissional”.
Em entrevista a rede CBS, ele resumiu o que motiva as pessoas. Uma vez que remuneração esteja fora da mesa de negociações, há 3 fatores que influenciam a motivação de uma pessoa.
Autonomia (Liberdade para direcionar nosso trabalho);
Domínio. A sensação de que estamos melhorando em algo que importa (Por isso creio que o feedback para seja é importante para pessoas. Por que será que vídeogame nos engajam);
Propósito (Sensação de que fazermos parte de algo maior que nós mesmos. Sensação de que o nosso trabalho faz parte de algo grande, importante e nobre)

Daniel Pink: What Really Motivates Workers (Video – 8min)
http://moneywatch.bnet.com/career-advice/video/daniel-pink-what-really-motivates-workers/386642/

Zappos, uma Empresa de Cultura, Alegria e Lucros

Zappos

A Zappos é uma empresa de comercio eletrônico que foi adquirida recentemente pela Amazon (valor da transação: 1.2 bilhões de dólares). Ela difere-se pelo fato de prover um excelente atendimento ao cliente, resultado da maneira como trata seus funcionários.

A primeira vez que ouvi sobre ela foi através de um comentário que o Luiz Henrique (@luizcarioca) fez no meu post no site do CCVP (Clube de Criação do Vale do Paraíba). Na ocasião, foco era inovação e o uso da web 2.0 pelas empresas.

Hoje, dois anos depois, reacendeu meu interesse pela Zappos, já que tenho pesquisado muito sobre empresas democráticas. Tratam-se de organizações onde o funcionário tem mais poder de decisão do que em empresas tradicionais. Neste grupo estão a brasileiríssima SEMCO, do Ricardo Semler, a Southwest Airlines e a Gore & Associates. O que inicialmente era um hobby, hoje levo mais a sério pelo fato de participar de dois comitês onde eu trabalho (um de clima e outro de valores organizacionais).

Movidos pela Cultura

Antes da Zappos, o empreendedor Tony Hsieh teve outra empresa que acabou sendo vendida à Microsoft. Segundo Tony, o que motivou a venda foi o fato de não ter sido dada tanta importância para a cultura organizacional da empresa. Com a Zappos, o cuidado com a cultura organizacional não foi deixado de lado. Mesmo após a venda para a Amazon, Tony continua na liderando a empresa.


The Importance of Company Culture – Tony Hsieh (Zappos CEO)

A Zappos dá frete grátis para os seus produtos (tanto para entregá-los, quanto para devolvê-los). O prazo de troca é de 365 dias. A cultura é o combustível para entregar um atendimento ao cliente fora do comum.

Abaixo, os dez valores da Zappos:

1. Entregue um “UAU” através dos serviços (Deliver WOW Through Service);
2. Abrace e Conduza Mudanças (Embrace and Drive Change);
3. Crie diversão e um pouco de maluquice (Create Fun and A Little Weirdness);
4.  Seja Ousado, Criativo e Mente Aberta (Be Adventurous, Creative, and Open-Minded);
5.  Busque o Crescimento e a Aprendizagem (Pursue Growth and Learning);
6. Construa uma Comunicação aberta e Honesta através da Comunicação (Build Open and Honest Relationships With Communication);
7. Construa uma Equipe Positiva e Espirito de Família (Build a Positive Team and Family Spirit);
8. Faça Mais com Menos (Do More With Less);
9. Seja Apaixonado e Determinado (Be Passionate and Determined)
10.  Seja Humilde (Be Humble)

A rotatividade é baixíssima, principalmente se considerarmos que se trata da industria de callcenters. A empresa oferece 2 mil dólares aos novos funcionários que, após duas semanas de treinamentos inciais, desistirem de trabalhar na empresa. Para eles, isto é um filtro que evita danos maiores no futuro.

Zappos compartilha a receita

Na minha opinião, o melhor produto da Zappos não são os seus calçados. A Zappos oferece cursos para quem queira conhecer e vivenciar o ambiente de trabalho alegre e colaborativo da empresa. É possível conhecer o dia-a-dia de seus funcionários, conversar com gerentes e dependendo da sua sorte, interagir com o próprio Tony.

Saiba mais em http://beta.zapposinsights.com/

Zappos Culture Book

Mesmo estando fora dos EUA e nunca tendo adquirido um calçado da Zappos, fui surpreendido há alguns dias quando, ao afirmar no twitter que eu estava pesquisando sobre eles, fui contactado pela empresa. Durante a conversa, a funcionária (Zerina) me ofereceu enviar gratuitamente um edição do Zappos Culture Book. Trata-se de um livro onde cada funcionários expressa como é a experiência de trabalhar na Zappos. Logicamente eu aceitei e o livro chegou em apenas uma semana aqui no Brasil.

A impressão que eu tive foi similar a da americana Patricia Martin da consultoria LitLamp.

Quem tiver interesse, pode pedir uma cópia pelo link abaixo:

http://www.zapposinsights.com/main/products/culture-book/

Busque Crescer e Aprender

A empresa incentiva o desenvolvimento dos funcionários e compartilha muita informação pela internet. Há inúmeros videos no YouTube. Todos os funcionários se sentem reponsáveis pelo seu crescimento e dos colegas.

Uma das ações que mais me intrigou foi oferecer gratuitamente o audio-livro Tribal Leadership dos autores Dave Logan, John King e Halee Fischer-Wright em seu site. Fiquei curioso em saber o que levava a empresa a distribuir gratuitamente este livro. Mas isto é o tema para um próximo post.

De qualquer forma, a Zappos está comprometida com um proposito maior do que apenas lucro. Em breve, Tony lançará nos EUA o livro Delivering Happiness, onde compartilha com o mundo o que faz da Zappos um local único para se trabalhar.

Enquanto o livro não saí, você pode conhecer um pouco mais sobre a empresa através dos links abaixo:

http://www.zapposinsights.com/

http://blogs.zappos.com/blogs/ceo-and-coo-blog

http://www.deliveringhappinessbook.com/

Meu treinamento em GTD

Stressed person

Stressed person

Nesta quinta-feira, dia 19, tive a chance de fazer um treinamento em GTD (Getting Things Done) com o único consultor brasileiro certificado pela consultoria criadora da metodologia, o Daniel Burt. Para quem não conhece, o GTD é uma maneira de aumentar a produtividade pessoal. O principal lema do seu criador, o americano David Allen, é de que a mente não foi feita para armazenar informações, e sim ter idéias. Segundo ele a capacidade de sermos produtivos é diretamente proporcional à capacidade de relaxarmos. Para isto, o individuo precisa ter um sistema em que ele possa confiar, seja um software, um smartphone, uma agenda, etc.



Há um ano e meio venho lendo sobre o assunto. Há muitas informações na internet, porém nunca tive a chance de ler o “best seller” “Getting Things Done: The Art of Stress-Free Productivity“, cujo o título em português é “A arte de fazer acontecer“. O meu primeiro contato com o termo foi pesquisando sobre mapas mentais. Posteriormente, ao escutar um podcast sobre produtividade, o “Get It Done Quick and Dirty Tips“, do americano Stever Robbins, aguçou ainda mais minha curiosidade em conhecer a proposta de David Allen.
O GTD é muito simples, não é nada de outro mundo, porém demanda disciplina para você fazer as coisas realmente acontecerem. Abaixo, segue os principais passos.
1- Coleta
Junte todos seu pensamentos, requisições, e-mails, tudo que demande a sua atenção e escreva-os. Aproveite e crie suas próprias “Inboxs”. Além da caixa de entrada do seu e-mail, você pode ter um local em sua mesa para todas e quaisquer requisições e/ou anotações que cheguem até você. David Allen recomenda que você tenha sempre a mão um bloquinho para fazer anotações. Já o nosso amigo Daniel Burd também usa um gravador para “capturar” todo e qualquer pensamento quando está dirigindo. Se você estiver concentrado em um trabalho e for interrompido, anote o pedido ou a informação para processá-la mais tarde.
2 – Processamento
Nesta fase você decide o que fazer exatamente com cada um dos itens que você coletou.
É recomendável que ao descrever cada item, você seja o mais claro possível, pois muitas vezes a pessoa não lembra exatamente do que se tratava uma anotação. Por exemplo, se a pessoa escrever apenas a palavra “carro”, ela corre o risco de pensar “o que exatamente eu queria dizer com isso, seria abastecê-lo, seria levá-lo ao mecânico ou seria pagar a prestação do veiculo?”.
Foque sempre na primeira ação que venha a sua mente. Se o item for “responder ao cliente”, mas inicialmente você tem que analisar um relatório, registre “analisar relatório”.
Caso a pendência requer menos de dois minutos, faça-a agora. Não perca tempo. Se o item não requer nenhuma ação, você pode guardá-lo como uma referência. (Ex.: boletos, artigos, informações que você julga importante). Caso demande uma ação em uma data determinada, você pode criar um lembrete para avisá-lo no futuro. Se você julgar que a tarefa pode ser delegada, delegue-a para a pessoa apropriada.
3 – Organize
Assim que você tenha claro qual é exatamente a primeira ação relacionada a cada item que você escreveu, chegou a hora de categorizá-lo. David Allen sugere criarmos sub-listas de acordo com o contexto de cada ação. Segue alguns exemplos:
– casa;
– escritório;
– rua;
– telefonemas;
– aguardando (para itens que você delegou e ainda esta aguardando uma resposta);
– algum dia (para itens que você ainda não tem certeza se irá fazê-lo);
– projetos (para toda e qualquer ação que requer mais de um passo);
– calendário (para ações precisem acontecer em uma determinada data).

4 – Revisão
Sempre que possível, reveja sua lista e seu calendário. Atualize-os a medida que novos itens aparecerem e a cada tarefa que for finalizada. Esta revisão pode ser feita diariamente ou semanalmente. Reserve um período na sua agenda para fazê-la. Busque manter seus “inboxs” sempre vazios.
Diariamente, invisto de uma à uma hora e meia processando e-mails, anotações e revisando minha lista e meu calendário.

5 – Ação
O ideal é que sua lista esteja sempre acessível. Com base nela você seleciona as ações que você queira tomar. Se por exemplo você estiver no ônibus, pode aproveitar este tempo e rever a sua lista de ligações pendentes e fazer algumas durante seu trajeto. Seja flexível com você mesmo. O legal do GTD é que não há prioridades pré-definidas.

Para ilustrar melhor as cinco etapas listadas acima, veja o diagrama abaixo.

GTD Workflow

GTD easy steps

Antes de fazer o couching com o Daniel Burd, eu tinha uma breve noção dessas etapas. Havia começado a aplicar o GTD com um caderno. Pouco tempo depois, como David Allen afirma, eu “caí do vagão”. Ele usa este termo para quando as pessoas perdem o controle do seu sistema. A vantagem do GTD é que você pode reimplementá-lo muito facilmente caso perca o controle. Depois do caderno, passei a utilizar uma ferramenta eletrônica chamada MonkeyGTD.

Daniel Burt afirma que no geral as pessoas tendem a ser boas em apenas uma etapa do GTD. No meu caso, eu era muito bom em fazer “coleta”, porém eu me perdia no “processamento”. Eu falhava em listar projetos. Minha lista “próximas ações” era muito grande e eu perdia o foco. Eu também falhava em adotar um calendário. A ferramenta corporativa que eu usava, o Lotus Notes, servia apenas para anotar reuniões. O trabalho do Daniel foi bem bacana para corrigir estas falahas. Hoje, anoto todo e qualquer compromisso além do tempo alocado para fazer algumas tarefas com prazo determinado.

Não há como negar o ganho que se tem ao centralizar seu calendário, sua lista de pendências e seus e-mails em uma única ferramenta. O Daniel forneceu dicas preciosas e simples sobre organização e produtividade usando ferramentas que já tinha em mãos. Após uma semana do meu couching, senti que tinha dado um upgrade no meu GTD. Eu senti que tinha o controle sobre o meu calendário. Por mais que eu tenha explorado sozinho os primeiros passos na implantação desta metodologia, o couching seriviu como um shortcut e aprendi muito em poucas horas de conversas. O meu GTD ficou ainda mais produtivo.

Caso queira saber mais, recomendo algumas fontes de informações:
– O livro: Getting Things Done;
– A lista no yahoogroups: GTDbr;
– O termo GTD no Wikipedia;
– Palestra que o David Allen deu no Google;
– E mais uma vez, o Daniel Burt, o consultor que tem me auxiliado na metodologia.

Seria uma tendência de direção de arte?

O design da capa do livro “A cabeça de Steve Jobs” (Inside Steve’s Brain) de Leander Kahney, feito pelo designer gráfico Daniel Lagin aparentemente teria inspirado o meio editorial e a propaganda brasileira.

  • A cabeça de Steve Jobs (Abril de 2008);
  • Época Negócios (Maio de 2009);
  • Anúncio da Universidade Mackenzie (Maio 2009).

É uma prova de que para o designer e o diretor de arte a inspiração pode vir de qualquer parte. O curioso é que a capa da revista Época Negócios e o anúncio da Universidade Mackenzie saíram na mídia no mesmo período.

Aos ratos de Sebo (Estante Virtual)

Esta dica é do Zé, um velho amigo, dono do sebo Do Menino no Jardim Satélite, em São José dos Campos. Nos últimos meses ele encontrou uma nova forma de negociar seus livros: a internet. O site Estante Virtual permite a qualquer um, de qualquer canto do Brasil, vender seus livros. A idéia é boa e, segundo seus criadores, revolucionária. O site é uma benção para os amantes da leitura, além de preços acessíveis, há também um acervo raro para nenhuma Amazon colocar defeito.

Por que ler “Construindo uma Vida” do Roberto Justus

Capa Construindo uma Vida

Em primeiro lugar, não estou ganhando nada para promover o livro. O senhor Justus realmente superou as minhas expectativas. Vale lembrar que antes de ser um publicitário, o autor é um grande administrador. O livro conta desde a vinda de seu pai para o Brasil até o sucesso no reality show “O Aprendiz”. Para quem É fã de Ogilvy e já leu “Confissões de um publicitário” e “David Ogilvy, uma autobiografia”, certamente vai gostar desta versão tupiniquim, já que, guardada as devidas proporções, ambos construí­ram um império através da publicidade e deixaram suas heranças registras em livros. A maior parte de “Construindo uma vida” refere-se à vida profissional de Roberto Justus. Talvez este fato decepcione àqueles que queiram saber qual é a receita do sucesso para namorar beldades famosas. O mérito do livro é ser uma verdadeira aula de administração de agências de propaganda. Gestão de pessoas, sociedades, empreendedorismo, negócios, tudo o que faz parte do conceito abrangente de administração, mas que, infelizmente, É deixado de lado por muitos publicitários brasileiros. Ao final, o autor fala um pouco de “capital intelectual”, que ele classifica na obra como “O Intangí­vel”, aquilo que não seria quantificado financeiramente nas empresas, mas que realmente são o que elas têm de mais valioso, como marcas, relações interpessoais, conhecimento, etc. Vale a pena a leitura.