Imprima uma cópia e coloque na mesa do seu chefe

Recentemente li um artigo muito interessante no blog publicitário mineiro Carlos Henrique Vilela (CHMKT.com.br). Vivela comenta o texto de Phil Johnson, diretor de criação americano que afirma que o papel do diretor de criação deve ser mais amplo do que um simples filtro de idéias. Para ele, este líder deve promover a criatividade coletiva da agência. Esta afirmação é válida não apenas para publicitários, mas sim para líderes de outras áreas. O texto é um bom exemplo de que a publicidade, uma industria muitas vezes dominada por hierarquia e individualismo, está acordando para uma nova realidade.

Segue abaixo o texto:

Qual o papel do diretor de criação?

Em um texto fantástico publicado recentemente no Advertising Age, o Phil Johnson, CEO da agência PJA Advertising & Marketing, faz uma reflexão sobre o papel do profissional que, na visão dele, é o mais importante na agência: o diretor de criação. Ele conta que passou muito tempo pensando em qual seria o papel ideal desse profissional. A forma de atuação na qual ele pudesse ser mais útil à agência e aos seus clientes. E chegou a uma conclusão bem interessante.

No início, quando ele próprio era o diretor de criação da agência – sua visão era de que deveria ser o cara que aprovava quais ideias iriam adiante e quais morreriam ali. O estilo que ele valorizava, conta, era o do diretor que conseguia ver tudo que era feito na agência e arbitrar sobre o que era bom e o que ficaria de fora, além de ser capaz de produzir os melhores trabalhos da agência.

No entanto, como autoridade única, aponta, o diretor de criação acabava se transformando em ditador de criação. Nesse modelo em que a ideia passa por um só filtro criativo, vozes e ideias interessantes acabavam se perdendo, conta. Além disso, eram limitadas pelos próprios gostos, estilos e julgamento desse profissional – não importa o quanto seja talentoso. Com isso, diz, a capacidade criativa da agência se restringe, e passa a ter um único tom e estilo. Isso é, na visão dele, o caminho mais rápido para que a agência vá de inovadora a estereotipada.

Hoje, sua visão é a de que o papel ideal de um diretor de criação é muito maior e mais importante do que qualquer tarefa operacional. Ao invés de ser a pessoa com as melhores ideias, ou capaz de julgar o melhor trabalho, ou a melhor pessoa para gerenciar o processo criativo, esse profissional tem a missão de transformar o cérebro de toda a agência e construir uma consciência criativa coletiva. Com isso, diz, sua influência vai além do departamento de criação.

Aí você pode perguntar: mas quem vai tomar as decisões? Ele conta que, realmente, existem ideias e conceitos mal direcionados que devem ser mortos. Mas, ao invés de ter uma só pessoa fazendo isso, um bom diretor de criação é capaz de compartilhar essa responsabilidade entre um grupo de pessoas Nas quais confia. Quando existem talentos na agência, afirma, dificilmente há só uma boa ideia. Em vez disso, há muitas ideias diferentes para se escolher. E o diretor de criação, conta Johnson, precisa manter essa diversidade viva.

Segundo ele, é essencial que o diretor de criação possa modelar um ambiente que atraia pessoas criativas e que torne o restante da equipe mais criativo do que parece possível. Além disso, deve cultivar um debate ativo sobre o que determina um bom trabalho. Assim, a diversidade de ideias reina e muitas pessoas desenvolverão a capacidade e escolher as melhores direções a seguir. Ele deve fazer com que as pessoas acreditem que são capazes de fazer o impossível e criar experiências que nunca foram feitas antes. É aí que, segundo Johnson, as portas se abrem para revoluções criativas.

Ele conclui o texto dizendo que é esse um trabalho que não vem com manual de instruções, e conta que teve sorte o suficiente para atrair uma dupla de diretores de criação que tem essa habilidade e conseguem colocá-la em prática. São profissionais muito corajosos, destaca. Eles colocam em funcionamento uma força criativa maior do que eles mesmos. Ato ousado para profissionais que desenvolvem, tradicionalmente, uma carreira construída em cima da reputação criativa. Pelo menos na agência dele, diz, o que faz um bom diretor de criação é a capacidade de libertar a criatividade ao seu redor.

Fonte: http://www.chmkt.com.br/2010/04/qual-o-papel-do-diretor-de-criacao.html
Autor: Carlos Henrique Vilela (@chmkt)

Veja também o artigo original: “What the Hell Is a Creative Director Supposed to Be?” de Phil Johnson.

Greepeace faz campanha em Copenhague

O texto diz: “Desculpe, nós poderíamos ter impedido mudanças climáticas catastróficas… mas não impedimos”.




Detalhe, repare que a mensagem não limita-se simplemente ao luminoso. Junto de cada peça, há uma grande quantidade de “folders” explicativos.

fonte: G1.com

Fly Banner, moscas fazem propaganda em feira


Estes dias, ao fazer compras em um supermercado, fiquei surpreso ao escutar o barulho de um mosquito no corredor. Quando eu percebi, tratava-se de uma ação publicitária para vender inseticidas. Não havia mosquito no local, era apenas o som para lembrá-lo como incomoda estes insetos. Como publicitário, a ação chamou minha atenção pela criatividade.
Porém esta ação não se compara com a ousadia dos alemães para promover um livro. Durante a Feira do Livro em Frankfurt, a editora Eichborn colocou pequenos anúncios em 200 moscas. Devido ao peso dos anúncios, as moscas pousavam com mais freqüência e em muitas vezes, “descansavam” nos freqüentadores da feira.
Não sei quais são as principais agências alemãs, mas sempre que vejo algo mais ousado na publicidade européia, vejo o nome da Jung Von Matt. Desta vez não poderia ser diferente. Eles foram os responsáveis pela ação publicitária.
Parabéns para agência, parabéns para a editora. Ambos foram ousados.

Fonte: Revista Época Negócios

Qual será o futuro da propaganda?

Recentemente, ao responder sobre “Qual será o futuro da propaganda?” no fórum do CCVP no Orkut, acabei me estendendo e o resultado foi este “artigo”:
(…)
A TV aberta já se tornou um “big varejão”. Mas acredito que a diversificação das mídias vai tornar o dia-a-dia dos publicitários ainda bem mais complicado.
Acredito que existirão vários caminhos para se atingir o consumidor. Correção: eles já existem!
A propaganda como conhecemos hoje está perdendo cada vez mais terreno. O que vai conta é ter um “mix de marketing” voltado para criar uma experiência para o consumidor. Uma experiência para que ele consiga lembrar da marca.
Cada vez mais a tecnologia está aliada na prestação de serviços. Quem aqui não se surpreende ao ir num restaurante e ver o garçom anotando o pedido diretamente no Palm. O pedido vai direto para cozinha, consequentemente, uma refeição mais rápida sobre a mesa.
Quem aqui não se surpreende ao embarcar em um avião e ser recebido com um tapete vermelho. Quem não acharia o máximo que chegar há um hotel e ter um bombom debaixo do travesseiro.
Há um ano a FOX fez uma ação para divulgar a série 24h. Junto com a agência Espalhe, criaram uma gincana, o “Alerta 24h”. De hora em hora eram divulgadas pistas em pontos estratégicos da cidade de São Paulo, em rádios, em jornais e no próprio site. Quem acumulasse mais pontos respondendo as questões do site, ganharia um iPod. Um grande sucesso.
Por outro lado, a Nova Schin abalou o mercado de cerveja através da propaganda tradicional. A Assolan também. A propaganda tradicional ainda funciona, mas não é o único meio de construir uma marca e gerar vendas. Há meios mais baratos.
A própria Embraer, para divulgar a Família Embraer 170/190, fez uma ação simples e barata. Enviou um pacote para os líderes das principais companhias aéreas do mundo. Ao abri-lo, eles se deparavam com uma pequena tela com um aparelho de DVD. Ao apertar play, havia um vídeo com o presidente Maurício Botelho chamando-o pelo nome e convidando-o para conhecer a empresa e a nova família de jatos regionais. Logicamente, houve outras ações, principalmente de acessória de imprensa, mas essa ação especificamente foi um sucesso. Hoje, a empresa tem contratos assinados com inúmeros clientes entre eles a JetBlue e a Air Canada.
Querendo pensar e agir como grandes, muitas agências pequenas se tornam pequenas agências. Querendo maximizar os resultados, reduzem as idéias. Nunca há tempo, trabalham até tarde. Correm atrás do próprio rabo. Atender é privilégio do atendimento, criar, da criação. Quando há brainstorms (se é que ainda praticam), sempre é relacionado aos problemas de comunicação do cliente. Pergunto: como ficam os problemas das agências? Não há brainstorms para melhorar o processo. Ora a culpa é do cliente, ora a culpa é do funcionário, ora a culpa é do fornecedor e no fim, a culpa é do mercado. Criar começa em casa. Criar vai além criar de jornal, revista, outdoor e TV (este, quando há alguma verba). É hora de pensar no negócio e não na propaganda. Afinal, o mundo é bem maior que tudo isso.